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Sport faz cobrança sobre invasão do CT à PM, que contesta versão do clube | Tribuna Online

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Um dia após a invasão de torcedores do Sport ao centro de treinamento da equipe, o clube e a Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) contam diferentes versões sobre a situação. Em paralelo, a diretoria do time rubro-negro vai acionar o Ministério Público (MP-PE) para apurar o caso.















Em uma primeira nota, a PM-PE disse não ter registrado casos de violência enquanto acompanhava a situação. O presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Ademar Rigueira, fez a primeira contestação.


















“Houve a invasão, e a polícia chega depois da invasão. Então, a polícia relatar que não houve atos de violência é absurdo, chega a ser grave a afirmação, porque o clube foi invadido, o clube foi depredado, houve o dano ao patrimônio do clube, e a polícia se manteve sempre ausente desse confronto”, disse Rigueira, que também é advogado do Sport, em entrevista coletiva.































































Cerca de 50 torcedores adentraram as dependências do clube de forma agressiva, fazendo ameaças e intimidações contra atletas, membros da comissão técnica e funcionários. Há imagens que mostram o atacante Pablo sendo segurado pelo pescoço por um dos torcedores.















“Ela se fez presente, inicialmente, a Polícia Militar. Na hora da invasão, pelo menos, os relatos que nós temos é que a polícia não estava no local. Isso pode ter sido um engano, ele tem de ser apurado, mas, de fato, o que se sabe é que a polícia não estava”, completou.























Uma nova nota foi divulgada pela PM após as falas do dirigente. No texto, é dito que houve policiamento no CT “com o objetivo de prevenir e coibir possíveis atos de violência, na área externa do clube” (veja na íntegra abaixo).















“A corporação destaca que, durante o período em que esteve no local, não houve qualquer solicitação por parte do Sport Club do Recife para atuação ou intervenção policial, sendo a segurança do centro de treinamento de responsabilidade exclusiva do clube”, diz o texto, que informa não ter sido registrado um boletim de ocorrência do caso. Rigueira disse que um B.O será feito.
























































A nota ainda lamenta “que o clube tenha permitido a entrada de integrantes de torcidas organizadas em suas dependências”. A PM enfatiza que tenta “disciplinar e regulamentar o acesso dessas torcidas aos estádios, visando à segurança de todos os envolvidos no futebol pernambucano”.













Sport quer investigação ao Ministério Público















O Sport vai pedir formalmente ao Ministério Público que seja instaurado um inquérito para apurar a invasão. A ação foi confirmada por Rigueira.





















O advogado afirmou que o clube “vai representar para o Ministério Público instaurar inquérito e apurar os crimes cometidos: de ameaça, invasão, dano, isso tudo vai ser apurado. O clube pretende ir até as últimas consequências”.















À parte disso, o clube está reunindo informações para identificar os responsáveis diretos e indiretos pela invasão e quem estimulou o ato. Há imagens em vídeos e fotografias. A investigação poderá enquadrar crimes como “invasão de propriedade” (art. 150 do Código Penal) e “ameaça” (art. 147), com penas previstas entre um e seis meses de prisão, além de multa.















Segundo a direção, esta ação dos torcedores atrapalhou, pelo menos, duas negociações por reforços. A pedido da comissão técnica, o clube procura um defensor e um atacante.















A situação do Sport na tabela de classificação é crítica. Em 12 jogos somou apenas três pontos, frutos de três empates e nove derrotas. É o único time que ainda não venceu no Brasileirão. Na última rodada perdeu por 2 a 0 para o Juventude, em Caxias do Sul (RS) e, agora, vai tentar a reabilitação diante do Cruzeiro no próximo domingo, às 16 horas, no Mineirão, pela 15ª rodada.













Veja a nota da PM-PE na íntegra















A Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) informa que, esteve presente com o objetivo de prevenir e coibir possíveis atos de violência, na área externa do clube.















A corporação destaca que, durante o período em que esteve no local, não houve qualquer solicitação por parte do Sport Club do Recife para atuação ou intervenção policial, sendo a segurança do Centro de Treinamento de responsabilidade exclusiva do clube.















Ressalta-se ainda que, até o momento, não foi registrado boletim de ocorrência relacionado aos fatos, o que compromete a apuração adequada de possíveis delitos.















Por fim, a PM-PE lamenta que o clube tenha permitido a entrada de integrantes de torcidas organizadas em suas dependências, especialmente num momento em que a instituição mantém diálogo permanente para disciplinar e regulamentar o acesso dessas torcidas aos estádios, visando à segurança de todos os envolvidos no futebol pernambucano.

















Fonte:Tribuna OnLine

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