Economia – Diário das Montanhas https://diariodasmontanhas.com.br ES Sat, 24 May 2025 03:00:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://diariodasmontanhas.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-tumb-32x32.png Economia – Diário das Montanhas https://diariodasmontanhas.com.br 32 32 Análise: A necessidade arrecadatória do governo pesou para recuo do IOF https://diariodasmontanhas.com.br/analise-a-necessidade-arrecadatoria-do-governo-pesou-para-recuo-do-iof/ https://diariodasmontanhas.com.br/analise-a-necessidade-arrecadatoria-do-governo-pesou-para-recuo-do-iof/?noamp=mobile#respond Sat, 24 May 2025 03:00:21 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/analise-a-necessidade-arrecadatoria-do-governo-pesou-para-recuo-do-iof/

O recuo do governo federal em relação à medida que aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para fundos de investimento no exterior fragilizou a posição do Ministério da Fazenda, segundo analisou Fabio Graner, analista-chefe do JOTA, em entrevista ao WW desta sexta-feira (23)

De acordo com Graner, a necessidade arrecadatória do governo foi um fator determinante para a decisão inicial de ampliar a taxação, que acabou sendo revertida após forte reação negativa do mercado financeiro.

Falta de transparência e discussão prévia

O analista destacou que houve falta de transparência e discussão prévia sobre o tema, mesmo dentro do próprio governo. “Esse tema, por exemplo, do IOF sobre fundos de investimento, remessa de fundos de investimento não foi esclarecido, não foi discutido previamente”, afirmou Graner.

Ele ressaltou que, em momentos anteriores, quando essa medida foi cogitada, houve uma avaliação mais cuidadosa dos possíveis efeitos negativos, o que não ocorreu desta vez.

Busca por equilíbrio fiscal

A decisão de aumentar o IOF estava relacionada à necessidade do governo de fechar as contas públicas. Graner observou que o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas foi o mais realista desde o início da atual gestão, removendo projeções de arrecadação que eram consideradas pouco prováveis.

“Eles tiraram da conta uma série de receitas que eles forçavam um pouco ali, a arrecadação com negociações no âmbito do CARF, aquele tribunal administrativo, transações tributárias no âmbito da receita, tudo isso não estava gerando arrecadação nenhuma e eles mantinham volumes altos”, explicou.

Impacto político e econômico

O recuo na medida, embora necessário devido à forte reação negativa, causou um desgaste político para o Ministério da Fazenda. Graner argumentou que a vitória obtida ao convencer o presidente a realizar um corte de gastos de R$ 31 bilhões foi ofuscada por esse episódio.

“Jogou por terra esse esforço, essa grande vitória política que ele teria e que poderia ajudar muito nesse esforço de melhorar o clima na economia, valorizar mais o real ante o dólar, ajudar no esforço de derrubar a inflação”, concluiu o analista, ressaltando o impacto negativo desse “mal passo” do ministério na condução da política econômica.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.



Fonte:CNN Brasil

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Moody’s muda perspectiva da Itália de estável para positiva https://diariodasmontanhas.com.br/moodys-muda-perspectiva-da-italia-de-estavel-para-positiva/ https://diariodasmontanhas.com.br/moodys-muda-perspectiva-da-italia-de-estavel-para-positiva/?noamp=mobile#respond Sat, 24 May 2025 01:40:06 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/moodys-muda-perspectiva-da-italia-de-estavel-para-positiva/

A Moody’s Ratings alterou nesta sexta-feira (23) a perspectiva da Itália de estável para positiva e reafirmou os ratings de emissor de longo prazo e sênior sem garantia em “Baa3”.

A mudança de perspectiva reflete a melhora na panorama fiscal, tendo como pano de fundo um desempenho fiscal melhor do que o esperado em 2024 e um ambiente político interno estável, o que aumenta a probabilidade de que os indicadores continuem a melhorar, explica a Moody’s.

Segundo a agência de classificação de risco, a perspectiva positiva também é apoiada por um “mercado de trabalho robusto, balanços patrimoniais sólidos de famílias e empresas e um setor bancário saudável”.

Já a afirmação dos ratings em “Baa3” leva em conta a grande economia da Itália, a eficácia das instituições e governança em relação aos pares de rating, aponta a Moody’s.

“Ao mesmo tempo, a afirmação capta o elevado ônus da dívida italiana que – juntamente com a redução gradual da capacidade de pagamento e os desafios estruturais relacionados ao envelhecimento da população – continua sendo uma restrição ao seu perfil de crédito”, acrescenta.

Toyota, Volvo e Ford são os carros com menor desvalorização; lista



Fonte:CNN Brasil

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Mercados internacionais recuam com nova fase da guerra comercial de Trump https://diariodasmontanhas.com.br/mercados-internacionais-recuam-com-nova-fase-da-guerra-comercial-de-trump/ https://diariodasmontanhas.com.br/mercados-internacionais-recuam-com-nova-fase-da-guerra-comercial-de-trump/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 23:44:36 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/mercados-internacionais-recuam-com-nova-fase-da-guerra-comercial-de-trump/

O dólar e as ações de empresas americanas caíram ao redor do mundo com o retorno da guerra comercial de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar aliados e empresas com tarifas contra produtos não fabricados no país.

Trump anunciou taxas de 50% para mercadorias vindas da União Europeia a partir do dia primeiro de junho. O bloco é o maior parceiro comercial dos americanos, com quase US$ 1 trilhão em transações comerciais.

O republicano voltou a repetir o discurso de que os europeus impuseram barreiras comerciais contra os Estados Unidos e apontou que as negociações com o bloco não estão indo “a lugar algum”.

“Não estou buscando um acordo. Já definimos o acordo — é de 50%. Mas, outra vez, não terá tarifas se eles construírem fábricas aqui.”

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reconheceu que a postura do presidente terá um impacto negativo nas tratativas comerciais. No entanto, afirmou que as propostas do bloco europeu apresentadas até aqui não foram positivas e que espera que a decisão de Trump motive os europeus a avançar nas negociações.

Do outro lado do Atlântico, as reações das lideranças dos países-membros da União Europeia foram de cautela.

O chefe do comércio europeu, Maroš Šefčovič, disse que o bloco está pronto para defender os próprios interesses e que as negociações precisam ser pautadas em “respeito mútuo”.

Além da União Europeia, Trump também ameaçou impor uma tarifa de 25% em empresas como Apple, Samsung e outras fabricantes de smartphones, a menos que seus produtos passem a ser fabricados nos EUA.

Trump reforçou que as taxas buscam fazer as empresas levarem suas fábricas aos Estados Unidos. Mas mover as linhas de produção para o território americano iria aumentar o custo do produto aos consumidores domésticos.

Os mercados reagiram mal ao retorno da guerra comercial.

Os três principais índices de Nova York recuaram, em especial a Nasdaq – mercado de tecnologia, que foi puxada pela queda de 3% nas ações da Apple. A Nasdaq e o Dow Jones tiveram sua pior semana em cinco semanas.

Na Europa, o resultado também são ruins, com as bolsas do Reino Unido (FTSE 100), da Alemanha (DAX) e o pan-Europeu Stoxx 600 fechando esta sexta (23) no vermelho.

O índice do dólar americano, que mede a força da moeda dos EUA em relação às seis principais divisas estrangeiras, caiu 0,8%. O índice do dólar registrou sua maior queda em um único dia em um mês e teve sua pior semana em seis semanas. O ouro, um porto seguro em tempos de incerteza, subiu 2%.

* com informações da CNN Internacional





Fonte:CNN Brasil

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Anúncio de aumento do IOF foi mal pensando, avalia ex-diretor do BC https://diariodasmontanhas.com.br/anuncio-de-aumento-do-iof-foi-mal-pensando-avalia-ex-diretor-do-bc/ https://diariodasmontanhas.com.br/anuncio-de-aumento-do-iof-foi-mal-pensando-avalia-ex-diretor-do-bc/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 20:47:06 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/anuncio-de-aumento-do-iof-foi-mal-pensando-avalia-ex-diretor-do-bc/

Em entrevista ao CNN 360°, Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central e colunista do CNN Money, criticou a decisão do governo federal de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como uma medida para fortalecer a arrecadação. Volpon avaliou que a decisão foi mal pensada e pode ter consequências negativas para o mercado financeiro.

O anúncio do aumento do IOF foi feito no mesmo dia em que o governo anunciou uma contenção de R$ 31 bilhões, sendo R$ 10 bilhões de bloqueio e R$ 21 bilhões de contingenciamento. Volpon argumenta que essa contenção audaciosa surpreendeu positivamente o mercado, que esperava um valor menor.

Impacto no mercado financeiro

Volpon destacou que, antes do anúncio do aumento do IOF, o mercado reagiu positivamente às medidas de contenção, com o real se valorizando e as taxas de juros caindo. O especialista ressaltou que o Brasil estava vivendo um momento positivo nos mercados, com o Ibovespa atingindo novas máximas e o mercado começando a precificar corte de juros.

No entanto, o anúncio do aumento do IOF, segundo Volpon, foi mal pensado e pode ter consequências negativas. Ele argumentou que a medida parece indicar que não há ninguém na equipe da Fazenda que entenda bem o mercado financeiro, já que as possíveis consequências da medida eram previsíveis para quem conhece o setor.

Falta de articulação entre órgãos governamentais

O ex-diretor do Banco Central também criticou a falta de articulação entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central na elaboração da medida. Volpon argumentou que, como o mercado de câmbio é um dos mandatos do Banco Central, a instituição deveria ter sido consultada sobre uma medida tributária que poderia impactar esse mercado.

Apesar da boa relação conhecida entre Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Volpon acredita que houve falha na comunicação sobre o teor da medida. Ele ressaltou que Galípolo provavelmente teria se posicionado contra a medida se tivesse conhecimento completo de seu conteúdo.

O especialista concluiu afirmando que o episódio demonstra uma falta de capacidade de articulação em medidas importantes que podem ter efeitos significativos para a economia e os mercados brasileiros.

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Fonte:CNN Brasil

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EUA devem anunciar “grande acordos“ nas próximas semanas, diz Bessent https://diariodasmontanhas.com.br/eua-devem-anunciar-grande-acordos-nas-proximas-semanas-diz-bessent/ https://diariodasmontanhas.com.br/eua-devem-anunciar-grande-acordos-nas-proximas-semanas-diz-bessent/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 19:45:34 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/eua-devem-anunciar-grande-acordos-nas-proximas-semanas-diz-bessent/

O governo dos EUA deve anunciar “grandes acordos” comerciais nas próximas semanas, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que ainda reiterou o papel central das tarifas na arrecadação atual.

“Há uma receita significativa entrando agora, graças às tarifas“, afirmou. Segundo ele, os EUA ainda não sabem “onde as negociações de tarifas vão acabar”, mas estão avançando com otimismo.

Em entrevista à Bloomberg, Bessent disse que pretende negociar “outra vez pessoalmente com a China” e sinalizou uma possível “redefinição” nas relações comerciais com a Alemanha após a chegada do novo chanceler Friedrich Merz.

“Quando os acordos comerciais forem resolvidos, podemos focar na privatização de Fannie Mae e Freddie Mac”, acrescentou.

O secretário destacou ainda que o “grande e lindo projeto de lei” do governo Trump voltado ao crescimento econômico “criará certezas, vamos crescer a economia”.

Bessent, no entanto, criticou as estimativas fiscais oficiais da proposta: “o cálculo do impacto fiscal não é do mundo real”.

Segundo ele, a expectativa é que as medidas – incluindo desregulamentações previstas entre o terceiro trimestre deste ano ou de 2026 – tornem os EUA “mais atrativos para capital”.

“Vamos esperar para ver o plano de Trump se concretizar”, disse.

Apesar da pressão por cortes de gastos, Bessent admitiu que “há muita resistência”. Ele também minimizou preocupações com a dívida: “não estou preocupado com a dinâmica da dívida dos EUA”, nem com a reação dos mercados.

“É errado pensar que os títulos estão se movendo por ação do Congresso. As movimentações são globais”, afirmou. “Eu não necessariamente classificaria isso como um dólar fraco, as moedas de outros países estão subindo, o dólar não está caindo.”

Na pauta interna, Bessent disse que a equipe está “indo com tudo” nos ativos digitais e adiantou que o governo deve avançar no fim do status de isenção fiscal da Universidade Harvard: “precisam colocar a casa em ordem. Harvard é um gigante fundo hedge”.

Tarifas “recíprocas” de Trump não são o que parecem; entenda



Fonte:CNN Brasil

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Bolsas da Europa fecham em forte queda com tensões comerciais entre EUA-UE https://diariodasmontanhas.com.br/bolsas-da-europa-fecham-em-forte-queda-com-tensoes-comerciais-entre-eua-ue/ https://diariodasmontanhas.com.br/bolsas-da-europa-fecham-em-forte-queda-com-tensoes-comerciais-entre-eua-ue/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 18:44:37 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/bolsas-da-europa-fecham-em-forte-queda-com-tensoes-comerciais-entre-eua-ue/

As bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta sexta-feira (23) pressionadas pela escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia.

O movimento veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, recomendar a imposição de uma tarifa fixa de 50% sobre produtos europeus a partir de 1º de junho.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,24%, aos 8.717,97 pontos, mas acumulou alta semanal de 0,38%.

O DAX, de Frankfurt, caiu 1,54%, aos 23.629,58 pontos, com perda semanal de 0,58%. Em Paris, o CAC 40 cedeu 1,65%, aos 7.734,40 pontos, acumulando baixa de 1,93% na semana.

O FTSE MIB, de Milão, caiu 1,94%, aos 39.475,36 pontos, com forte recuo semanal de 2,90%.

Em Madri, o Ibex 35 perdeu 1,18%, aos 14.104,10 pontos, mas fechou a semana com ganho de 0,28%. Já em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,61%, aos 7.330,90 pontos, acumulando valorização semanal de 1,31%. Os dados são preliminares.

A sessão foi especialmente negativa para os setores automotivo, financeiro e de consumo. As montadoras Mercedes-Benz e BMW, da Alemanha, caíram 4% e 3,7%, respectivamente, enquanto a Stellantis recuou 4,56% em Paris.

No setor bancário, o Deutsche Bank perdeu 4,2%, o Société Générale, da França, caiu 2,6%, e o Unicredit, da Itália, recuou 3%. Empresas de bens de luxo também sofreram: Swatch Group e EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, registraram perdas de cerca de 5%.

Mais cedo, Trump afirmou que a União Europeia “foi criada com o objetivo principal de tirar vantagem dos americanos no comércio” e que o bloco “tem sido difícil de lidar”. Por isso, recomendou a imposição de uma tarifa de 50% sobre os produtos da UE.

A consultoria Capital Economics estimou que, caso a medida seja implementada, a produção da Alemanha poderá ser até 1,7% menor após três anos, em relação a um cenário sem a tarifa. Itália, França e Espanha também seriam afetadas, com quedas no PIB estimadas em 1,25%, 0,75% e 0,5%, respectivamente. Para a Irlanda, o impacto pode chegar a 4%.

Ministros da Alemanha e da Suécia criticaram a ameaça tarifária de Trump. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que ameaças são oportunidades para fortalecer as relações comerciais com o Canadá.

Uma rodada de conversas entre os EUA e a UE sobre tarifas está prevista para esta sexta-feira (23).

No panorama macroeconômico, o PIB da Alemanha foi revisado para cima, e o varejo britânico surpreendeu positivamente o mercado.

Toyota, Volvo e Ford são os carros com menor desvalorização; lista



Fonte:CNN Brasil

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Repercussão negativa do IOF provocou reunião emergencial https://diariodasmontanhas.com.br/repercussao-negativa-do-iof-provocou-reuniao-emergencial/ https://diariodasmontanhas.com.br/repercussao-negativa-do-iof-provocou-reuniao-emergencial/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 17:21:53 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/repercussao-negativa-do-iof-provocou-reuniao-emergencial/

O governo federal realizou um recuo rápido na decisão de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de fundos de investimento no exterior, após forte repercussão negativa no mercado financeiro. A medida, anunciada inicialmente como parte de um pacote econômico, foi revertida em menos de 24 horas.

Segundo apuração da analista política Isabel Mega, a reação adversa provocou uma reunião emergencial no Palácio do Planalto. O encontro contou com a presença de ministros-chave, incluindo Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, Rui Costa, da Casa Civil, e Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social.

Às 23h30 de quinta-feira, o Ministério da Fazenda utilizou a plataforma X (antigo Twitter) para comunicar a decisão de manter a alíquota zero do IOF sobre aplicações de fundos de investimento brasileiros em ativos no exterior. A postagem empregou uma linguagem altamente técnica, citando decretos e artigos específicos, numa aparente tentativa de oferecer clareza ao mercado.

O episódio remete a um cenário semelhante ocorrido no final do ano passado, quando o governo anunciou simultaneamente medidas de corte de gastos e mudanças no imposto de renda, gerando reações negativas. A estratégia de combinar anúncios impopulares com medidas supostamente mais atrativas não teve sucesso naquela ocasião, e parece ter se repetido agora.

O pacote econômico anunciado inicialmente incluía um bloqueio e contingenciamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento, superando as expectativas do mercado que previam cerca de R$ 10 bilhões. No entanto, o anúncio do aumento do IOF ofuscou a percepção positiva dessas medidas de responsabilidade fiscal.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.





Fonte:CNN Brasil

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IOF mais alto: veja o que muda para cartão de crédito https://diariodasmontanhas.com.br/iof-mais-alto-veja-o-que-muda-para-cartao-de-credito/ https://diariodasmontanhas.com.br/iof-mais-alto-veja-o-que-muda-para-cartao-de-credito/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 12:27:50 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/iof-mais-alto-veja-o-que-muda-para-cartao-de-credito/

O Ministério da Fazenda anunciou na última quinta-feira (22) o aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Entre as alterações implementadas, está uma nova alíquota para operações com cartão de crédito e débito internacional.

A alíquota do IOF era de 3,38% em 2025, com previsão de redução gradual até alcançar 0% em 2028. Com o anúncio de quinta-feira (22), a taxa subiu para 3,5%.

A expectativa é de que as medidas promovam um aumento de arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. Segundo o governo federal, o objetivo das medidas é “uniformizar as alíquotas, evitar distorções e contribuir para a estabilidade cambial”.

Após o anúncio das medidas, o governo recuou em parte das medidas anunciadas devido à repercussão negativa no mercado financeiro.

Em publicação na rede social X, o Ministério da Fazenda informou que decidiu manter em zero a alíquota do IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior, que seria alterada para 3,5%.

Além disso, a equipe econômica informou que o dinheiro enviado ao exterior por pessoas físicas destinado a investimentos continuará sujeito à alíquota atualmente vigente de 1,1%, sem alterações.

A equipe econômica também anunciou um congelamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento de 2025 com o objetivo de cumprir o arcabouço fiscal. O bloqueio foi de R$ 10,6 bilhões, já o contingenciamento foi na ordem de R$ 20,7 bilhões.

Confira as principais medidas anunciadas pela Fazenda:

  • Aportes em seguros de vida: passa a incidir IOF de 5% sobre aportes mensais superiores a R$ 50 mil em planos de seguro de vida com cobertura por sobrevivência;
  • Cooperativas de crédito: operações de crédito com valor anual acima de R$ 100 milhões passam a ser tributadas como empresas comuns;
  • Crédito para empresas: tanto para empresas em geral quanto para aquelas enquadradas no Simples Nacional, o IOF foi ajustado, embora os detalhes sobre as novas alíquotas específicas para esses grupos não tenham sido amplamente detalhados.

Veja o que continua com alíquota zero ou isentos

Além de revogar o aumento do IOF para aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior, que continuará com alíquota zero, confira a lista de itens que continuam não tributados pelo chamado “IOF Câmbio”:

  • Importação e exportação;
  • Remessa de dividendos e juros sobre capital próprio para investidores estrangeiros;
  • Cartões de crédito e débito de entidades públicas;
  • Itaipu, missões diplomáticas e servidores diplomáticos;
  • Ingresso e retorno de recursos de investidor estrangeiro;
  • Cartão de crédito de turista estrangeiro;
  • Transporte aéreo internacional;
  • Operação combinada de compra e venda por instituição autorizada;
  • Empréstimos e financiamento externo, exceto curto prazo;
  • Doações internacionais ambientais;
  • Interbancárias.

Arrecadação

Segundo a equipe econômica, as medidas anunciadas nesta quinta fazem parte de um esforço para alinhar a política fiscal com a monetária, além de eliminar brechas de evasão e uniformizar a tributação sobre operações financeiras.

O Ministério estima arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com as alterações. Mas agora, com o recuo parcial, não está claro quanto seria a estimativa de arrecadação.

Veja como ficam as compras internacionais com as novas regras do IOF



Fonte:CNN Brasil

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Trajetória de dívida está totalmente insustentável, diz José Márcio Camargo https://diariodasmontanhas.com.br/trajetoria-de-divida-esta-totalmente-insustentavel-diz-jose-marcio-camargo/ https://diariodasmontanhas.com.br/trajetoria-de-divida-esta-totalmente-insustentavel-diz-jose-marcio-camargo/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 11:15:33 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/trajetoria-de-divida-esta-totalmente-insustentavel-diz-jose-marcio-camargo/

A situação fiscal do Brasil está caminhando para um cenário preocupante, segundo análise do economista José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos. Em entrevista ao WW desta quinta-feira (22), Camargo alertou que a trajetória da dívida pública brasileira é “totalmente insustentável” no médio prazo.

Segundo o especialista, as contas públicas estão em uma rota de deterioração que, embora não cause pânico imediato entre os agentes econômicos, apresenta sérios riscos para o futuro.

A trajetória de dívida não vai parar, não existe menor condição da dívida parar de crescer no médio prazo, nem no curto prazo, isso significa que em algum momento a gente vai ter um problema complicado”, afirmou Camargo.

Sinais de alerta ignorados

O economista destacou eventos do final do ano passado como indicadores importantes da fragilidade econômica do país. “Aquele período de desvalorização cambial, aumento da taxa de juros, aumento da taxa de inflação, quer dizer, uma coisa realimentando a outra, realmente foi uma situação muito próxima do desequilíbrio”, explicou.

Apesar desses sinais de alerta, Camargo criticou a postura do governo, que aparentemente não levou em consideração esses indicadores. “O governo continua na mesma trajetória, continua insistindo na trajetória de aumentar gastos, aumentar programas de gastos fora do orçamento às vezes”, observou.

A pressão das despesas obrigatórias sobre os investimentos foi outro ponto ressaltado pelo economista. Essa dinâmica contribui para o cenário de insustentabilidade fiscal, limitando a capacidade do governo de realizar investimentos necessários para o crescimento econômico.

Camargo concluiu sua análise reiterando a gravidade da situação: “A trajetória da dívida certamente ela é insustentável no médio prazo”. Essa avaliação sugere que, sem mudanças significativas na política fiscal, o Brasil pode enfrentar sérias dificuldades econômicas nos próximos anos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.



Fonte:CNN Brasil

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Novo IOF entra em vigor sob críticas e recuo parcial do governo https://diariodasmontanhas.com.br/novo-iof-entra-em-vigor-sob-criticas-e-recuo-parcial-do-governo/ https://diariodasmontanhas.com.br/novo-iof-entra-em-vigor-sob-criticas-e-recuo-parcial-do-governo/?noamp=mobile#respond Fri, 23 May 2025 09:57:02 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/novo-iof-entra-em-vigor-sob-criticas-e-recuo-parcial-do-governo/

Após anunciar mudanças que entrariam em vigor imediatamente, o Ministério da Fazenda recuou, no fim da noite desta quinta-feira (22), de parte das medidas que elevaram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

As ações, que buscavam aumentar a arrecadação e reduzir distorções entre diferentes modalidades de investimento e crédito, provocaram reações negativas no mercado financeiro e entre economistas.

Em menos de seis horas após a publicação do decreto, o governo revogou parte das mudanças.

Confira as principais medidas anunciadas pela Fazenda:

  • Aportes em seguros de vida: passa a incidir IOF de 5% sobre aportes mensais superiores a R$ 50 mil em planos de seguro de vida com cobertura por sobrevivência;
  • Cooperativas de crédito: operações de crédito com valor anual acima de R$ 100 milhões passam a ser tributadas como empresas comuns;
  • Crédito para empresas: tanto para empresas em geral quanto para aquelas enquadradas no Simples Nacional, o IOF foi ajustado, embora os detalhes sobre as novas alíquotas específicas para esses grupos não tenham sido amplamente detalhados;
  • Operações com câmbio e moeda em espécie: IOF fixado em 3,5%. Depois da repercussão, o governo esclareceu que remessas para investimento seguem com a alíquota antiga, de 1,1%;
  • Saída de recursos não especificada: operações financeiras não detalhadas que envolvam envio de recursos ao exterior também terão incidência de IOF de 3,5%.

Revogada alta do IOF para aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior

A reação do mercado foi imediata, especialmente em relação à incidência de IOF sobre transferências relativas a aplicações de fundos no exterior — que também seria de 3,5%.

Esse ponto gerou preocupação sobre possíveis impactos em investimentos internacionais e levou o governo a revogar o trecho ainda na noite de quinta.

“[…] após diálogo e avaliação técnica, será restaurada a redação do inciso III do art. 15-B do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, que previa a alíquota zero de IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior”, informou a Fazenda por meio de uma publicação na rede social X.

O ministério também acrescentou que remessas de pessoas físicas para investimentos no exterior seguirão com alíquota de 1,1%, sem alterações.

Veja o que continua com alíquota zero ou isentos

Além de revogar o aumento do IOF para aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior, que continuará com alíquota zero, confira a lista de itens que continuam não tributados pelo chamado “IOF Câmbio”:

  • Importação e exportação;
  • Remessa de dividendos e juros sobre capital próprio para investidores estrangeiros;
  • Cartões de crédito e débito de entidades públicas;
  • Itaipu, missões diplomáticas e servidores diplomáticos;
  • Ingresso e retorno de recursos de investidor estrangeiro;
  • Cartão de crédito de turista estrangeiro;
  • Transporte aéreo internacional;
  • Operação combinada de compra e venda por instituição autorizada;
  • Empréstimos e financiamento externo, exceto curto prazo;
  • Doações internacionais ambientais;
  • Interbancárias.

Arrecadação

Segundo a equipe econômica, as medidas anunciadas nesta quinta fazem parte de um esforço para alinhar a política fiscal com a monetária, além de eliminar brechas de evasão e uniformizar a tributação sobre operações financeiras.

O Ministério estima arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com as alterações. Mas agora, com o recuo parcial, não está claro quanto seria a estimativa de arrecadação.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explicou que as novas medidas envolvem principalmente empresas e contribuintes mais ricos, não punindo as pessoas físicas nem os investimentos.

“Para as pessoas físicas, nada muda. Cheque especial, crédito, adiantamento, nada muda. O que fizemos foi trazer as pessoas jurídicas para a mesma carga das pessoas físicas. Máquinas e equipamentos, normalmente adquiridos pelo Finame [linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], continuam zerados. Qualquer crédito habitacional, qualquer empréstimo do Fies [Financiamento Estudantil] e outros programas de desenvolvimento pessoal continuam desonerados”, disse Barreirinhas.

Reação do mercado

Economistas criticaram o uso de um tributo regulatório com fins arrecadatórios.

Em entrevista ao WW na noite desta quinta-feira, José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, classificou a mudança como “uma lambança muito grande”.

Já Marcos Mendes, pesquisador do Insper, destacou o risco jurídico envolvido. “Pode ser judicializado, e aí não resolve grandes coisas pelo risco de não concretizar”, afirmou.

A rápida revogação parcial por parte da Fazenda demonstra, segundo a própria pasta, uma postura de “ajuste com equilíbrio, ouvindo o país e corrigindo rumos sempre que necessário”.

Reação no Congresso

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), apresentou, já nesta quinta-feira (22), um Projeto de Decreto Legislativo para sustar o aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) promovido pelo governo.

“O governo escolheu, mais uma vez, punir quem empreende, trabalha e gera empregos. Estamos acionando o Congresso para barrar esse verdadeiro confisco disfarçado”, afirmou, em nota, antes de o governo apresentar o recuo parcial das medidas.

“O governo quer tapar buracos causados pelo aumento irresponsável dos gastos públicos. Isso inclui mais cargos, repasses milionários para ONGs, eventos e benesses para aliados, em vez de cortar despesas e respeitar quem paga impostos”, acrescentou o deputado federal.

(Com informações de Fernando Nakagawa, João Nakamura e Luciana Amaral, da CNN, do Estadão Conteúdo e Agência Brasil)





Fonte:CNN Brasil

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