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Novo avanço em IA promete medicamentos para doenças “intocáveis”

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Pesquisadores criam tecnologia capaz de projetar terapias para alvos antes inalcançáveis

saúde IA
Imagem: raker/Shutterstock

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Um estudo publicado na Nature Biotechnology apresenta um novo uso promissor para a inteligência artificial: projetar pequenas moléculas semelhantes a medicamentos capazes de se ligar e destruir proteínas nocivas no corpo — mesmo sem conhecer sua estrutura tridimensional.

A tecnologia pode abrir caminho para tratamentos contra doenças resistentes às terapias tradicionais, como certos cânceres, distúrbios neurológicos e infecções virais.

Pessoa com um tablet na mão direita toca, com a mão esquerda, em um símbolo da Cruz Vermelha tridimensional
Tecnologia inédita permite atingir ampla gama de doenças resistentes a fármacos tradicionais (Imagem: raker/Shutterstock)

Como a ferramenta age

  • A ferramenta, chamada PepMLM, foi desenvolvida por pesquisadores das universidades McMaster, Duke e Cornell.
  • Baseada em um algoritmo originalmente criado para compreender linguagem humana, ela foi treinada para interpretar a “linguagem” das proteínas e projetar fármacos peptídicos usando apenas a sequência de aminoácidos, sem depender de modelos estruturais — um avanço para atingir proteínas antes consideradas “intocáveis”.
  • “Essa abordagem muda o jogo”, afirma Pranam Chatterjee, líder do trabalho na Duke e hoje na Universidade da Pensilvânia.
  • Em testes, o PepMLM gerou peptídeos capazes de se ligar e, em alguns casos, degradar proteínas associadas a câncer, doença de Huntington e patógenos virais.
Cientistas usam IA para criar peptídeos que atacam proteínas tóxicas (Imagem: khunkornStudio/Shutterstock)

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Avanço teve esforço coletivo de centros de pesquisa

Os experimentos envolveram equipes multidisciplinares: na McMaster, Christina Peng demonstrou a eficácia contra proteínas tóxicas da doença de Huntington; em Cornell, Matthew DeLisa e Hector Aguilar trabalharam com proteínas virais; e, em Duke, o modelo foi criado e validado.

O grupo já desenvolve novas versões da IA, como PepTune e MOG-DFM, para melhorar a estabilidade e a entrega desses peptídeos no organismo. “Queremos uma plataforma terapêutica programável, que parta de uma sequência e resulte em um medicamento real”, resume Chatterjee.

Diversas cartelas de comprimidos
Inteligência artificial pode acelerar descoberta de novos medicamentos – Imagem: DedMityay/Shutterstock
Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.



Fonte:Olhar Digital

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