golpe – Diário das Montanhas https://diariodasmontanhas.com.br ES Thu, 22 May 2025 09:24:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://diariodasmontanhas.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-tumb-32x32.png golpe – Diário das Montanhas https://diariodasmontanhas.com.br 32 32 Moraes ouve testemunhas de Mauro Cid em ação sobre golpe nesta quinta (22) https://diariodasmontanhas.com.br/moraes-ouve-testemunhas-de-mauro-cid-em-acao-sobre-golpe-nesta-quinta-22/ https://diariodasmontanhas.com.br/moraes-ouve-testemunhas-de-mauro-cid-em-acao-sobre-golpe-nesta-quinta-22/?noamp=mobile#respond Thu, 22 May 2025 09:24:45 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/moraes-ouve-testemunhas-de-mauro-cid-em-acao-sobre-golpe-nesta-quinta-22/

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ouve nesta quinta-feira (22) as testemunhas indicadas pelo tenente-coronel Mauro Cid no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

São oito testemunhas, que começarão a depor a partir das 8h. O ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, deve presidir a sessão, como fez nas oitivas com indicados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Serão ouvidos:

  • Flávio Alvarenga Filho, general de divisão do Exército
  • João Batista Bezerra, general de divisão do Exército
  • Edson Dieh Ripoli, general de divisão do Exército
  • Julio Cesar de Arruda, general do Exército
  • Fernando Linhares Dreus, coronel do Exército
  • Raphael Maciel Monteiro, capitão do Exército
  • Luís Marcos dos Reis, sargento do Exército
  • Adriano Alves Teperino, capitão do Exército

Audiências

As audiências dos envolvidos no caso ocorrem por videoconferência e estão previstas para acontecer até 2 de junho.

Após a fase das testemunhas de acusação, terá início agora a oitiva das testemunhas de defesa. A primeira será Mauro Cid, por ter firmado delação no processo; depois, os depoimentos seguem a ordem alfabética dos réus.

A defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) deve conduzir as interrogações, mas todas as outras defesas, bem como a PGR e os ministros da Primeira Turma podem fazer perguntas.

Até então, foram ouvidas cinco das 82 testemunhas arroladas no processo contra o “núcleo 1” da trama golpista, conhecido também por ser o “núcleo crucial” da operação.

O processo está sendo marcado por contradições entre depoimentos de comandantes das Forças Armadas e broncas do ministro Alexandre de Moraes a testemunhas e advogados presentes na sessão.

Após ouvir as testemunhas, Moraes deve marcar os interrogatórios dos réus. Cada procedimento faz parte das etapas da ação penal que, ao final, vai decidir se os envolvidos são culpados ou inocentes.

Acusação

Em março deste ano, Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista viraram réus no STF e passaram a responder a uma ação penal pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A maior parte das provas contidas na denúncia da PGR e no relatório da Polícia Federal (PF) foram adquiridas por meio da delação premiada assinada por Mauro Cid.

De acordo com a PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

Em depoimento na segunda-feira (19), ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, confirmou que Bolsonaro estudava medidas de exceção para impedir a posse de Lula.



Fonte:CNN Brasil

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Contradições, PGR discreta e broncas marcam semana de depoimentos do golpe https://diariodasmontanhas.com.br/contradicoes-pgr-discreta-e-broncas-marcam-semana-de-depoimentos-do-golpe/ https://diariodasmontanhas.com.br/contradicoes-pgr-discreta-e-broncas-marcam-semana-de-depoimentos-do-golpe/?noamp=mobile#respond Thu, 22 May 2025 08:22:55 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/contradicoes-pgr-discreta-e-broncas-marcam-semana-de-depoimentos-do-golpe/

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na quarta-feira (21), a oitiva das testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito do processo que investiga o chamado “núcleo 1” de uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

As sessões desta semana foram marcadas por versões contraditórias de testemunhas, uma atuação pouco incisiva da Procuradoria-Geral da República (PGR) e repreensões do ministro relator Alexandre de Moraes direcionadas a depoentes e advogados.

Foram colhidos cinco depoimentos, entre eles os dos ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior.

Os dois são apontados como os principais responsáveis por impedir uma possível ação golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Freire Gomes, no entanto, apresentou uma versão mais amena dos acontecimentos, em contraste com o que havia declarado à Polícia Federal e com o depoimento de Baptista Júnior.

Durante a oitiva desta quarta-feira (21), o tenente-brigadeiro Baptista Junior reafirmou que o então comandante do Exército, general Freire Gomes, ameaçou prender Jair Bolsonaro (PL) caso o ex-presidente tentasse dar um golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.

“O general Freire Gomes é educado e não falou com agressividade ao presidente, mas foi isso que ele disse. Com calma e tranquilidade: ‘Se você tentar isso, eu vou ter que lhe prender’”, relatou Baptista Jr.

Já Freire Gomes negou o episódio na segunda-feira (19): “Alguns veículos relataram que eu teria dado voz de prisão ao ex-presidente, mas isso não aconteceu”, disse o general, atribuindo a versão à imprensa.

Também houve divergência nos relatos em relação ao papel do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier.

Segundo Baptista Jr., Garnier teria colocado tropas à disposição de Bolsonaro, um apoio a uma tentativa de impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já Freire Gomes minimizou o gesto e negou ter interpretado como conluio, apesar de, em depoimento anterior à Polícia Federal, ter dado declarações em sentido oposto.

Diante das versões conflitantes, a Procuradoria-Geral da República adotou uma postura discreta, sem aprofundar os questionamentos sobre as divergências nos relatos.

A discrepância, porém, irritou Alexandre de Moraes, que deu bronca em Freire Gomes. “Ou o senhor falseou a verdade na Polícia Federal, ou está falseando a verdade aqui”, disse Moraes, cobrando clareza e exatidão do general.

Freire Gomes respondeu que, de fato, Garnier teria se colocado à disposição do presidente, mas que isso poderia ter sido apenas um gesto de respeito, e que ele não saberia afirmar quais eram as verdadeiras intenções do almirante.

Ambos os comandantes confirmaram ao Supremo que houve reuniões entre militares e integrantes do governo Jair Bolsonaro – inclusive com a participação do próprio ex-presidente – sobre o que poderia ser feito para impedir a posse de Lula.

No entanto, enquanto Baptista Junior relatou os encontros como uma articulação golpista, Freire Gomes chamou os documentos apresentados a ele como “estudos” e disse que tudo estava dentro da Constituição.

Freire Gomes disse que recebeu os estudos do próprio Bolsonaro e que os documentos citavam a possibilidade de decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou de Estado de Defesa.

O ex-comandante relatou ter alertado o ex-presidente de que o Exército não adotaria nenhuma medida inconstitucional e que Bolsonaro deveria agir com cautela.

Baptista Júnior, por sua vez, citou ter presenciado reuniões nas quais foram discutidos os termos da chamada “minuta do golpe”, que funcionavam em um esquema de “brainstorm”, ou seja, de um levantamento de ideias. Em um desses encontros, a prisão do ministro Alexandre de Moraes chegou a ser cogitada

Outras testemunhas confirmaram pedidos incomuns e enviesados por parte da chefia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a respeito de operações de “blitz” no dia das eleições.

Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de Análise de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), afirmou ao STF que o diretor de operações da PRF pediu apoio para monitorar ônibus e vans de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro com destino ao Nordeste. O diretor teria lhe dito que que “era hora de a PRF tomar lado”, por ordem do então diretor-geral, Silvinei Vasques.

Já o analista de inteligência Clebson Ferreira de Paula Vieira, da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Justiça, foi questionado se acreditava que a PRF atuou de forma diferente em regiões com maior apoio a Lula ou Bolsonaro. Clebson respondeu: “totalmente”.

Anderson Torres

Durante as oitivas, todos os advogados podiam questionar as testemunhas. Diante da oportunidade, a defesa do ex-ministro Anderson Torres tentou afastar o réu do cenário de articulação golpista e protagonizou outro momento de irritação de Moraes.

Em depoimento, Freire Gomes afirmou que a minuta do golpe apresentada a ele em reuniões tinha conteúdo semelhante ao documento encontrado na casa de Torres.

O advogado do ex-ministro insistiu em questionar se os documentos eram exatamente iguais e se Freire Gomes tinha certeza do que falava.

Diante da repetição, o ministro Alexandre de Moraes interveio: “O senhor já perguntou quatro vezes a mesma coisa e a resposta do depoente foi clara.”

Em seguida, disse: “Não vou permitir que Vossa Senhoria faça circo no meu tribunal. Se continuar tentando induzir a testemunha, terei que cortar sua palavra.”

Por outro lado, a defesa questionou as testemunhas a respeito do contato com Anderson Torres. Todas disseram ter tido pouco ou nenhum contato com o ex-ministro e negaram ter recebido ordens dele ou presenciado sua participação em reuniões de teor golpista.

Baptista Junior, inclusive, retificou o que havia declarado à Polícia Federal e afirmou não ter certeza se Torres esteve presente nos encontros em que se discutiu a minuta.



Fonte:CNN Brasil

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Levantei e fui embora, diz Baptista Jr. sobre reunião da “minuta do golpe“ https://diariodasmontanhas.com.br/levantei-e-fui-embora-diz-baptista-jr-sobre-reuniao-da-minuta-do-golpe/ https://diariodasmontanhas.com.br/levantei-e-fui-embora-diz-baptista-jr-sobre-reuniao-da-minuta-do-golpe/?noamp=mobile#respond Wed, 21 May 2025 16:35:06 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/levantei-e-fui-embora-diz-baptista-jr-sobre-reuniao-da-minuta-do-golpe/

O tenente-brigadeiro Baptista Jr. reiterou ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante depoimento nesta quarta-feira (21), que se opôs à discussão de uma “minuta do golpe”, com intuito de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cadeira da Presidência, mesmo após a derrota na eleição de 2022.

Ele afirmou que, na reunião em que se propôs essa discussão, levantou e foi embora.

“Quando eu entrei, eu fui o ultimo a chegar, o Garnier estava de costas, eu entrei e sentei ao lado do Garnier e imediatamente a reunião começou. O Paulo Sérgio disse: trouxe aqui um documento para vocês verem. Não lembro se ele falou que era estado de defesa ou de sítio”, disse.

“Ele falou que trouxe um documento para vocês analisarem. Eu perguntei: esse documento prevê a não [incompreensível] do presidente eleito? Se sim, eu não admito sequer receber esse documento, levantei e fui embora”, completou.

Depoimento

Baptista Jr. prestou depoimento durante as investigações, quando afirmou ter presenciado reuniões com teor golpista. Em uma delas, inclusive, disse ter sido discutidos os termos da chamada “minuta do golpe”. No entanto, relatou ter se posicionado contra a ideia e, por isso, alegou ter sido alvo de críticas e ataques nas redes sociais, por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele foi indicado como testemunha pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e também pelas defesas de Jair Bolsonaro (PL), do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e do ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira.

A oitiva do tenente-brigadeiro estava marcada para a última segunda-feira (19), mas foi adiada após sua defesa alegar que ele estava fora do país.

*Em atualização



Fonte:CNN Brasil

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Plano de golpe: veja falas marcantes feitas em depoimento de Freire Gomes https://diariodasmontanhas.com.br/plano-de-golpe-veja-falas-marcantes-feitas-em-depoimento-de-freire-gomes/ https://diariodasmontanhas.com.br/plano-de-golpe-veja-falas-marcantes-feitas-em-depoimento-de-freire-gomes/?noamp=mobile#respond Tue, 20 May 2025 20:14:45 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/plano-de-golpe-veja-falas-marcantes-feitas-em-depoimento-de-freire-gomes/

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) por mais de duas horas nessa segunda-feira (19). Durante a audiência, o ministro Alexandre de Moraes, advertiu ao militar por “falsear a verdade” e avisou sobre possíveis contradições no testemunho.

O ex-comandante é considerado testemunha-chave na investigação que apura se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou articular um golpe de Estado após perder as eleições em 2022. Bolsonaro acompanhou o depoimento por videoconferência.

Veja abaixo as principais falas ocorridas durante depoimento do general Freire Gomes:

“Não permitirei circo no meu tribunal”, disse Moraes ao advogado do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.

Moraes, que é relator do processo e presidente da Primeira Turma, onde acontece o julgamento e oitiva das testemunhas, advertiu ao advogado do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, durante questionamento a Freire Gomes sobre o conteúdo da minuta do golpe, encontrada na casa do ex-ministro.

Freire Gomes, respondendo à pergunta do advogado Eumar Novacki, afirmou não saber se a minuta encontrada pela Polícia Federal (PF) na casa do ex-ministro seria a mesma apresentada a Bolsonaro durante reuniões. O advogado, então, insistiu na pergunta repetidas vezes. Moraes interferiu e disse: “Doutor, nós não estamos aqui para fazer circo. Eu não vou permitir. Eu não permitirei que vossa senhoria faça circo no meu tribunal”.

“O senhor falseou a verdade”, disse Moraes a Freire Gomes.

A fala de Moraes aconteceu quando o ex-comandante afirmou não ter testemunhado qualquer “conluio” entre Bolsonaro e o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, em conversas sobre a adoção de medidas para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração, no entanto, diverge do depoimento que o militar havia prestado anteriormente à PF. À época, Freire Gomes relatou que Garnier teria se colocado à disposição de Bolsonaro para executar ações com esse objetivo, conforme consta no relatório policial.

“Ou o senhor falseou a verdade na Polícia Federal ou está falseando a verdade aqui”, disse Moraes, cobrando clareza e exatidão do general.

“Antes de responder, pense bem”, disse Moraes a Freire Gomes

Ainda sobre as perguntas da relação do general com Garnier, Moraes advertiu ao ex-comandante do Exército que refletisse sobre as respostas que estava dando, uma vez que, na visão do ministro, as falas de Freire Gomes apresentavam contrariedades com os depoimentos prestados à PF. “Antes de responder, pense bem. A testemunha não pode deixar de falar a verdade”, alertou Moraes.

“Jamais mentiria”, respondeu Freire Gomes

Diante da advertência do ministro, o general Freire Gomes respondeu: “Com 50 anos de Exército, jamais mentiria”.

 



Fonte:CNN Brasil

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General confirma minuta de golpe, minimiza conteúdo e é cobrado por Moraes https://diariodasmontanhas.com.br/general-confirma-minuta-de-golpe-minimiza-conteudo-e-e-cobrado-por-moraes/ https://diariodasmontanhas.com.br/general-confirma-minuta-de-golpe-minimiza-conteudo-e-e-cobrado-por-moraes/?noamp=mobile#respond Tue, 20 May 2025 04:40:17 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/general-confirma-minuta-de-golpe-minimiza-conteudo-e-e-cobrado-por-moraes/

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, apresentou pela primeira vez sua versão sobre a trama golpista durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (19).

Durante as mais de duas horas de depoimento, o general minimizou o conteúdo da chamada minuta golpista (segundo ele, um “estudo”, não um documento), contestou relatos anteriores à Polícia Federal e acabou sendo repreendido pelo ministro Alexandre de Moraes, que tomou seu depoimento e chegou a sugerir que o general estivesse mentindo.

Diferente do que havia relatado anteriormente à PF, Freire Gomes negou ter presenciado qualquer “conluio” entre Bolsonaro e o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, em conversas sobre a adoção de medidas para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ou o senhor falseou a verdade na Polícia Federal ou está falseando a verdade aqui”, disse Moraes, que cobrou clareza e exatidão do general, apontado pela PF como uma das figuras “decisivas” para o suposto plano de golpe de Estado não ter se concretizado.

Outro ponto questionado por Moraes a Freire Gomes foi sobre a suposta minuta do golpe. O militar afirmou que Bolsonaro apresentou um “estudo”, e não um documento, embasado em “aspectos jurídicos e baseados na Constituição” — e, por este motivo, não teria espantado o alto escalão das Três Forças.

De acordo com o general, o “estudo” teria sido apresentado para uma consulta aos comandantes. O documento apresentaria detalhes para a instauração de medidas como estado de sítio e Garantia de Lei e da Ordem (GLO) —esta última permitiria que as Forças Armadas atuassem como forças policiais em momentos de desequilíbrio institucional.

“Talvez ele [Bolsonaro] tenha nos apresentado, por questão de consideração, por alguns trechos do documento dizer respeito a estado de Defesa, GLO. Estava nos dando conhecimento de que iria começar esses estudos”, disse o militar durante depoimento.

Apesar das informações estarem “baseadas na Constituição”, como afirmou, o general disse que o Exército não participaria de nada que extrapolasse a “competência constitucional”, e chegou a alertar o ex-chefe do Executivo sobre o assunto.

“O principal aspecto é que justamente aquilo que competiria ao Exército, nós não vislumbrávamos como poderíamos participar disso. O que foi alertado ao presidente é que ele deveria se atentar a esses aspectos e ele concordou que não havia o que fazer. E eu disse que o Exército não participaria de algo que extrapolasse nossa competência constitucional”, continuou ele.

Ele acrescenta, ainda, que Bolsonaro teria sido responsável pelo “enxugamento” da minuta que foi apresentada por Felipe Martins, na presença do ex-presidente e do ex-comandante da Aeronáutica.

O testemunho de Freire Gomes marcou o início do processo criminal contra Bolsonaro e outras 36 pessoas, entre militares, aliados e ex-ministros, que teriam participado de uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Ao ser questionado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, se o ex-presidente teria dado alguma ordem para que as Forças Armadas se dirigissem ao QG do Exército em 2022, o militar negou. Segundo ele, Bolsonaro nunca se dirigiu a ele “para esse tipo de atitude”.

Reuniões com comandantes, Bolsonaro e ministros: “Estudando o assunto juridicamente”

O general Marco Antônio Freire Gomes também falou sobre uma reunião ministerial que teria contado com os comandantes das Três Forças — Exército, Marinha e Aeronáutica —, com o então presidente, em 2022, ano das eleições presidenciais.

O contexto do encontro, caracterizou o general, pareceu “iminentemente político”. Segundo ele, foram levantadas questões políticas e eleitorais. Freire Gomes citou que foram feitas críticas ao sistema eleitoral, mas os comandantes permaneceram em silêncio, apenas ouvindo.

Em resposta a Gonet, Freire Gomes reforçou que não foi identificada fraude eleitoral. “A premissa que nos foi passada em relação a essa comissão era apurar vulnerabilidades como um todo. Não necessariamente fraude”.

Por solicitação de Bolsonaro, os três comandantes também foram convocados em 7 de setembro de 2022 para outra reunião, no Palácio da Alvorada. Nela, foi apresentada a suposta minuta de golpe pelo então assessor-especial do chefe do Executivo, Felipe Martins.

“O presidente apenas nos havia informado que estaria estudando o assunto juridicamente e não nos pediu opinião”, continuou.

“Tivemos diversas reuniões, obviamente cada um expressava sua opinião quando perguntada pelo presidente”, afirmou.

“Eu estava focado na minha lealdade de ser franco ao presidente. O brigadeiro Baptista Junior foi contrário a qualquer coisa naquele momento. Como fui muito enfático, o ministro da Defesa, que eu me lembre, ficou calado. E o Garnier não interpretei como qualquer conluio.”

Após comentar sobre a posição de Garnier, Freire Gomes foi advertido por Moraes.

A testemunha não pode omitir o que sabe, vou dar uma chance de a testemunha dizer a verdade. Se mentiu na Polícia, admite aqui. Não pode vir aqui e falar que não lembra, que está focado só no seu posicionamento. O senhor é comandante do Exército, está preparado para lidar com pressão. Pense bem antes de responder, porque na PF o senhor disse que Jr. e Garnier manifestaram expressamente apoio

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

 

Depoimento à PF

O depoimento de Marco Antônio Freire Gomes à Polícia Federal aconteceu em março de 2024 e durou mais de oito horas.

Ele foi ouvido na condição de testemunha, assumindo o compromisso de responder a todas as perguntas.

Freire Gomes foi convidado a fornecer informações à PF após mais de 20 investigados – todos envolvidos na Operação Tempus Veritatis, desencadeada em fevereiro do mesmo ano.

O relatório da PF que serviu de base para a decisão dos cumprimentos de mandado de busca e apreensão contra 24 investigados aponta que Freire Gomes não aderiu à ideia de uma tentativa de golpe de Estado.

Por conta disso, teria sido chamado de “cagão” pelo general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, e candidato a vice-presidente na eleição de 2022.

Além de Freira Gomes foram ouvidos nesta segunda-feira (19) o ex-integrante do Ministério da Justiça Clebson Ferreira de Paula Vieira; o ex-coordenador da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Adiel Pereira Alcântara e Éder Lindsay Magalhães Balbino, dono de empresa contratada pelo PL para fiscalizar o processo eleitoral.

Por estar fora do Brasil, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica, deve depor na quarta-feira (21).



Fonte:CNN Brasil

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Freire Gomes depõe ao STF como testemunha da ação sobre plano de golpe https://diariodasmontanhas.com.br/freire-gomes-depoe-ao-stf-como-testemunha-da-acao-sobre-plano-de-golpe/ https://diariodasmontanhas.com.br/freire-gomes-depoe-ao-stf-como-testemunha-da-acao-sobre-plano-de-golpe/?noamp=mobile#respond Mon, 19 May 2025 20:04:22 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/freire-gomes-depoe-ao-stf-como-testemunha-da-acao-sobre-plano-de-golpe/

O ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes depõe, nesta segunda-feira (19), no Supremo Tribunal Federal (STF) como testemunha de acusação em relação ao inquérito que investiga a tentativa de golpe após as eleições de 2022.

O general é uma das 82 testemunhas que devem ser ouvidas pela Corte nas próximas duas semanas. Ele teria sido pressionado para aderir à trama golpista, assim como o brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica.

Freire Gomes assumiu o comando do Exército em março de 2022, substituindo Paulo Sérgio Nogueira, que chefiou a pasta da Defesa após Walter Braga Netto deixar o ministério para compor a chapa do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições daquele ano.

Na fase de oitiva das testemunhas, os juízes-auxiliares do gabinete do ministro Alexandre de Moraes irão conduzir os depoimentos. Todas as audiências serão realizadas por videoconferência e acompanhadas pelas defesas dos denunciados, além de representantes da Procuradoria-Geral da República.

Após ouvir as testemunhas, Moraes deve marcar os interrogatórios dos réus. Cada procedimento faz parte das etapas da ação penal que, ao final, vai decidir se os réus são culpados ou inocentes. Este julgamento final será realizado pela Primeira Turma do STF.

Na decisão que agendou os depoimentos, o ministro alertou que autoridades não podem “adiar indefinidamente” as oitivas. Deputados, senadores e outras autoridades como governadores escolhidos como testemunha podem escolher a data e o horário de seu depoimento.

Diante disso, Moraes deu prazo para as autoridades listadas como testemunhas se manifestarem sobre as datas agendadas e, se quiserem, pedirem alteração de data ou horário, desde que respeitando o intervalo entre 19 de maio e 2 de junho.



Fonte:CNN Brasil

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Quem é o general Freire Gomes, que depõe ao STF sobre plano de golpe https://diariodasmontanhas.com.br/quem-e-o-general-freire-gomes-que-depoe-ao-stf-sobre-plano-de-golpe/ https://diariodasmontanhas.com.br/quem-e-o-general-freire-gomes-que-depoe-ao-stf-sobre-plano-de-golpe/?noamp=mobile#respond Mon, 19 May 2025 16:03:29 +0000 https://diariodasmontanhas.com.br/quem-e-o-general-freire-gomes-que-depoe-ao-stf-sobre-plano-de-golpe/

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, presta depoimento nesta segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) como testemunha de acusação no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O militar é uma das 82 testemunhas que devem ser ouvidas pela Supremo nas próximas duas semanas. Freire Gomes teria sido pressionado para aderir à trama golpista, assim como o brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica.

Nesta fase do caso, quem conduz os depoimentos são os juízes-auxiliares do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Todas as audiências serão realizadas por videoconferência e acompanhadas pelas defesas dos denunciados, além de representantes da Procuradoria-Geral da República.

Todos, inclusive o juiz-auxiliar, podem fazer questionamentos às testemunhas.

Quem é o general Freire Gomes

Comandante do Exército no último ano da gestão de Jair Bolsonaro (PL), Marco Antônio Freire Gomes nasceu em 31 de julho de 1957, na cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo.

É filho do coronel de Cavalaria do Exército Francisco Valdir Gomes e de Maria Enilda Freire Gomes.

Foi estudante dos colégios militares do Rio de Janeiro e de Fortaleza. Ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), no ano de 1977. Se formou em 1980, sendo declarado aspirante a oficial da Cavalaria.

Freire Gomes realizou cursos de formação, aperfeiçoamento, altos estudos, política, estratégia e alta administração do Exército, além do básico de paraquedista, mestre de salto, salto livre, avançado de salto livre, ações de Comandos, Forças Especiais, logística e mobilização da expressão militar do Poder Nacional e segurança presidencial.

Nos Estados Unidos passou pelos cursos de gerenciamento de crise e de contraterrorismo e coordenação intransigências. No Egito, realizou o Senior Mission Leaders Course (Curso para Líderes de Missão Sênior, em tradução livre).

Em sua carreira militar serviu no 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado (RC Mec), em Bela Vista (MS); no 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, em Recife; e no 16º RC Mec, em Bayeux (PB).

Também esteve no 1º Batalhão de Forças Especiais e no Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro, e fez parte do Grupo de Observadores das Nações Unidas na América Central (Onuca). Foi comandante do 1º Batalhão de Ações de Comandos, em Goiânia e retornou à Aman como instrutor.

Como oficial, foi chefe da Divisão de Operações e da Divisão de Inteligência do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefe do Serviço Militar Regional do Comando da 11ª Região Militar, em Brasília, adido militar de Defesa e do Exército junto à Embaixada do Brasil na Espanha; chefe da Seção de Doutrina e Assistente da 3ª Subchefia do Estado-Maior do Exército, em Brasília; oficial do Estado-Maior Conjunto do Ministério da Defesa e, novamente, oficial do GSI.

No generalato, esteve nos cargos de comandante da Brigada de Operações Especiais e do Comando de Operações Especiais, em Goiânia; 1º Subchefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), em Brasília; comandante da 10ª Região Militar, em Fortaleza; secretário-executivo do GSI; comandante militar do Nordeste, em Recife; e comandante de Operações Terrestres, em Brasília.

Freire Gomes chegou ao comando do Exército em março de 2022, substituindo Paulo Sérgio Nogueira, que assumiu a pasta da Defesa após Walter Braga Netto deixar o ministério para compor a chapa do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições daquele ano.



Fonte:CNN Brasil

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