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Produtores usam cera para preservar mamão para aumentar a durabilidade | Tribuna Online

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Imagem ilustrativa da imagem Produtores usam cera para preservar mamão para aumentar a durabilidade





José Eugênio busca “fôlego” para vender localmente e produzir doces




|  Foto:
Clóvis Rangel / AT












Com a possível queda nas exportações de mamão, provocada pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, os preços da fruta tendem a cair no mercado interno, impactando diretamente pequenos produtores capixabas que dependem da produção artesanal de doces.












Com apoio técnico, produtores de Linhares têm adotado técnicas naturais para aumentar a durabilidade do mamão e evitar desperdícios. Entre as soluções mais comuns estão o uso de cera natural e banhos em soluções à base de extratos vegetais, que criam uma camada protetora sobre a fruta, retardando a perda de água e o amadurecimento acelerado.
















Também recorrem à aplicação de tratamentos com óleos essenciais, como o de cravo ou de canela, que possuem propriedades antifúngicas e antimicrobianas.















“Nos últimos dias, vemos muitos produtores sentindo um aperto no bolso e no coração”, relata José Eugênio Fontes Carvalho, engenheiro-agrônomo da Doce Fruit, sediada em Linhares. A empresa produz e exporta mamão.















“O mamão é o carro-chefe de muitas famílias em Linhares. Quando o preço despenca, sobra pouco para investir na lavoura e manter a produção de qualidade”, complementa ele.









José Eugênio explica também que, para não perder a fruta colhida, produtores têm adotado técnicas recomendadas por extensionistas rurais, como os banhos em soluções à base de extratos vegetais uso de cera natural e óleos essenciais. “Antes, a gente perdia muito mamão por causa do apodrecimento rápido. Hoje, com esses métodos, consigo manter a fruta boa por mais tempo, o que dá fôlego para vender no mercado local e produzir os doces com calma”.

















Mesmo com as soluções, ele teme que a queda nas exportações afete de forma duradoura a cadeia produtiva. “Não é só o produtor que sente. Tem o pessoal que embala, que transporta, os mercados que compram. É um efeito dominó. Se o governo e as cooperativas não ajudarem a gente a encontrar novos compradores, vai ser difícil segurar”.









Para o engenheiro agrônomo, a saída está na diversificação e na valorização da produção artesanal. “O doce de mamão é tradição aqui. A gente sabe fazer, tem qualidade e sabor. Talvez seja hora de abrir mais portas no turismo rural e em feiras gastronômicas para mostrar o valor do que produzimos”, finaliza.













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Impacto imediato











Com a dificuldade de exportar, frutas como mamão podem enfrentar queda de demanda externa, resultando em excesso de oferta no mercado interno e redução dos preços pagos aos produtores.















As tarifas atingem frutas brasileiras, que constituem grande parte das exportações agrícolas para os EUA









Estima-se que cerca de 2.500 contêineres, somando até 77.000 toneladas de frutas, estejam aguardando solução diplomática nos portos, correndo risco de deterioração ou serem vendidas por preços abaixo do mercado.









A alta nas tarifas afeta toda a cadeia, transporte, indústrias de processamento, e até o setor de turismo rural vinculado à fruticultura, ampliando o impacto sobre os pequenos produtores capixabas.















Fonte: Pesquisa AT









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Fonte:Tribuna OnLine

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