Tecnologia
Recurso polêmico do Grok poderá ser investigado
Carta assinada por 15 entidades denuncia que modo “Spicy” do Grok pode gerar nudez não consensual e contornar leis de proteção infantil

Organizações de defesa do consumidor pediram à Comissão Federal de Comércio (FTC) e aos procuradores-gerais dos EUA que investiguem urgentemente a ferramenta “Imagine”, do Grok, criada pela xAI de Elon Musk. As informações são do The Verge.
Lançada no início do mês, a função inclui o modo “Spicy”, que incentiva a produção de conteúdo sexual gerado por IA. Testes mostraram que a ferramenta criou deepfakes de celebridades, como vídeos topless de Taylor Swift, mesmo sem solicitação explícita.
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Entidades apontam riscos
- A carta é liderada pela Consumer Federation of America (CFA) e apoiada por outras 14 entidades.
- O documento alerta que, embora o modo “Spicy” não aceite fotos reais enviadas por usuários, ele ainda pode gerar nudez hiper-realista de pessoas fictícias, mas com aparência semelhante a indivíduos reais.
- Esses conteúdos podem ter impactos nocivos, especialmente para menores.
Temor por “onda de deepfakes”
As entidades também temem que a remoção dessa restrição abra caminho para uma “onda de deepfakes não consensuais”, apontando o histórico de Musk de flexibilizar moderação sob a justificativa de “liberdade de expressão”.
Elas também criticam a fragilidade da verificação etária: um simples pop-up para confirmar se o usuário é maior de 18 anos, com ano de nascimento pré-selecionado como “2000”, o que pode violar a Lei de Proteção à Privacidade Online de Crianças e normas estaduais sobre conteúdo adulto.
O grupo pede apuração sobre possíveis violações da “Lei de Imagens Íntimas Não Consensuais” pela xAI.
Colaboração para o Olhar Digital
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
Fonte:Olhar Digital