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Tarifaço de Trump: Indústria do ES avalia demitir e reduzir produção | Tribuna Online

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Baraona: meta é evitar “agravamento da saúde financeira das empresas e garantir sustentabilidade dos negócios




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Leone Iglesias — 27/05/2024












As indústrias brasileiras já começam a se preparar para um possível cenário de crise caso as taxações anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrem em vigor a partir de 1º de agosto.












A redução da produção e a discussão sobre demissões estão entre as medidas consideradas para minimizar os impactos financeiros e garantir a sustentabilidade dos negócios.
















O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Paulo Baraona, disse que apesar de ainda não ter sido entregue pelo governo dos EUA nenhum documento oficial ao governo brasileiro – o posicionamento foi feito por Trump em uma de suas redes sociais –, as indústrias começam a planejar medidas para redução de danos.















“O setor já avalia diminuir a sua produção e discute a possibilidade de demissões afim de evitar o agravamento da saúde financeira das empresas e garantir a sustentabilidade dos negócios”, admitiu.















Ele explicou ainda que as 27 Federações das Indústrias do país têm se reunido constantemente com a coordenação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do presidente da Confederação Ricardo Alban, que também está em permanente contato com o governo federal.









Um levantamento está sendo feito em todos os estados junto às empresas sobre a situação atual das frustações comerciais com os EUA, devido à insegurança.

















Um dos setores mais impactos com a taxação de 50%, a indústria de rochas naturais é responsável por cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos no País.









O presidente do Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais no Estado (Sindirochas-ES), Ed Martins André, informou que no Estado são cerca de 25 mil empregos diretos e mais de 100 mil indiretos e, de acordo com ele, se o cenário não mudar, há risco de demissões.















O setor de pesca capixaba também está em alerta. O presidente do Sindicato das Indústrias e dos Armadores de Pesca do Estado, Luiz Gonzaga de Almeida Neto, citou que mais de 90% das exportações capixabas de pescado têm como destino os EUA, e a aplicação da nova taxação pode tornar inviável a operação das embarcações locais.















“Se essa tarifa vigorar, será desastroso. Sem os EUA, inviabiliza toda a cadeia, da pesca oceânica ao processamento do pescado”, disse.







Ed Martins André presidente do SindiRochas: “Pé no freio em relação a investimento”









A Tribuna – Qual é o sentimento predominante entre os empresários do setor de rochas?









Ed Martins André – De apreensão. A politização das sanções comerciais está tirando o debate do campo técnico e diplomático, o que preocupa o setor produtivo, que teme consequências sérias para a economia.















Como o setor está reagindo na prática?









Houve um claro pé no freio nos investimentos. Já há empresários que pararam de fazer planejamentos de investimentos e, em relação a custos, tem algumas empresas que estão tentando enxurgar algumas despesas, mas ainda não de pessoal. É pé no freio mesmo em relação a investimentos.









Pode dar um exemplo desse freio nos investimentos?









Sim. Um empresário capixaba que estava no ritmo de montar uma pedreira no Nordeste suspendeu a compra de equipamentos, aguardando uma definição dessa crise. Outro adiou a marcação de blocos em pedreiras.









O setor já sente impacto direto nas exportações?









Ainda não houve paralisações totais, mas o planejamento de vendas e produção foi afetado. A insegurança travou decisões estratégicas.









Qual é a importância do mercado americano?









Gigantesca. Os Estado Unidos representam 56% das exportações do setor capixaba de rochas. Todos os outros 129 países somam apenas 44%, o que mostra o tamanho da dependência.









Há alternativas de curto prazo?









Não de forma imediata. Mesmo que se tente diversificar mercados, há desafios técnicos como espessuras diferentes de chapas e um tempo de maturação maior para projetos em outros países. O redirecionamento da produção não é simples.









Há risco de demissões?









São cerca de 25 mil empregos diretos e mais de 100 mil indiretos no setor de rochas no Estado. Infelizmente, em caso de paralisação das exportações, essa força de trabalho está seriamente ameaçada.









Mas o setor está tentando articular por meio de entidades e representantes no exterior, buscando apoio e sensibilização do governo americano. No entanto, até o momento não há avanços nesse sentido. Seguimos nas articulações.









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Fonte:Tribuna OnLine

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