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Truque do gelo para acalmar a ansiedade. Entenda como fazer | Tribuna Online

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Francislainy Dal’Col destaca que o truque não cura a ansiedade, mas pode funcionar como um alívio rápido em momentos de crise




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Leone Iglesias/AT












Já ouviu falar no “truque do gelo” para acalmar a ansiedade? Essa técnica simples vem chamando a atenção nas redes sociais e consiste em colocar um cubo de gelo na nuca por alguns segundos.












Ao jornal A Tribuna, especialistas afirmaram que, em alguns casos, esse método pode ajudar sim.
















“Esse truque não cura a ansiedade, mas pode funcionar como um alívio rápido em momentos de crise ou quando você está muito acelerado emocionalmente”, destacou a psiquiatra Francislainy Dal’Col.















“O gelo provoca um choque térmico que obriga o corpo a ‘sair do automático’, desviando a atenção do cérebro da ansiedade para a sensação intensa do frio. Isso pode interromper o ciclo de pensamentos ansiosos, mesmo que por pouco tempo”, completou.















Segundo a neurologista Mariana Grenfell, o gelo aplicado na nuca estimula o nervo vago, uma estrutura importante do sistema nervoso autônomo.









“Esse nervo está envolvido na regulação de batimentos cardíacos, respiração e digestão, e sua ativação está associada à resposta de relaxamento do corpo”.

















Assim como Francislainy havia pontuado, Mariana também ressaltou que a técnica é apenas uma ferramenta pontual.









“A saúde emocional precisa de cuidado contínuo e individualizado. Esse tipo de truque pode ser um aliado, mas não substitui o acompanhamento adequado com um especialista”, afirmou a neurologista.















O psiquiatra Valber Dias Pinto disse que a técnica do gelo pode ser utilizada em situações de ansiedade leve, moderada e até mesmo em situações de ansiedade aguda, como uma crise.















“Pode não ser o suficiente, mas se a pessoa estiver sem recursos naquele momento para enfrentar isso, pode ser uma estratégia interessante. Por exemplo, ela tomou a medicação e não deu tempo dela fazer efeito”, indicou.









Outras estratégias que podem aliviar o problema são quaisquer em que a pessoa leva a atenção para outro aspecto (local do corpo, pensamento) para deixar de prestar atenção naquele que está causando aquela ansiedade, completou Valber.









“Por exemplo, se a pessoa está com uma crise de ansiedade, tente conversar com ela sobre algo que ela goste, que ela controle ou que tenha algum domínio”, acrescentou o médico.













FIQUE POR DENTRO









Truque do gelo











Como funciona?









> A técnica consiste em colocar um cubo de gelo na nuca por alguns segundos, para ajudar a aliviar sintomas de ansiedade.









> A neurologista Mariana Grenfell orienta que o gelo deve ser envolvido em um pano fino ou toalha — nunca aplicado diretamente sobre a pele por muito tempo — para evitar queimaduras pelo frio (a “queimadura térmica por frio” ou “frostbite”).









Recomendações









> A psiquiatra Francislainy Dal’Col recomenda a técnica como um recurso pontual, especialmente em momentos como:









> Crise de ansiedade (quando o coração acelera e vem aquela sensação de pânico).









> Agitação emocional intensa, como raiva ou desespero.









> Desconexão da realidade (quando a pessoa está muito dissociada, “viajando” da situação real).









> Insônia aguda, quando a pessoa está tão ansiosa que não consegue desligar.









Atenção









> Ela ressaltou que, se a pessoa está tendo episódios frequentes de ansiedade, é importante procurar ajuda profissional para entender a causa e fazer um tratamento mais completo – que pode incluir psicoterapia, mudança de hábitos e, se necessário, medicação.









Cuidados









> Mariana Grenfell afirmou que, em algumas pessoas, principalmente as mais sensíveis a estímulos vagais ou que já apresentam pressão arterial baixa, o choque térmico pode desencadear uma leve queda da pressão. Isso ocorre porque a estimulação do nervo vago pode diminuir temporariamente a frequência cardíaca e a pressão arterial.









> Por isso, é importante que a técnica seja feita de forma breve, em local seguro e sentado, para evitar risco de tontura ou desmaio.







Outras indicações









> Segundo Mariana Grenfell, o cérebro responde muito bem a estímulos não farmacológicos que ajudam a reduzir o ritmo interno. Algumas estratégias simples e eficazes incluem:









01 – Respiração diafragmática lenta e profunda, com foco na expiração prolongada.









02 – Banhos mornos, que relaxam o sistema nervoso e reduzem a tensão muscular.









03 – Exposição à natureza ou ao sol da manhã, que regula o ciclo circadiano e aumenta a produção de neurotransmissores do bem-estar.









04 – Toque com água fria no rosto, especialmente ao redor dos olhos, que ativa o chamado “reflexo de mergulho” e desacelera o corpo.









05 – Pressão leve entre as sobrancelhas ou técnicas de mindfulness, que ajudam a trazer o foco para o momento presente.









Fonte: Especialistas entrevistados.









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Fonte:Tribuna OnLine

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